Anotações de Caderno Velho: Soldados
O presente texto foi encontrado no meio de um caderno esquecido. Foi escrito em 08/10/2009, precisamente às 08:27.
Enfrentamos o inferno desde que o fogo é fogo, Numa batalha desigual.
Eles tentaram nos destruir por completo; E Num momento eu até quis acreditar Que o fim seria então até um alívio.
Mas sim, eu sei, não é bem assim. No fim, não sei quando, tudo se tranqüiliza
E enfim se poderia achar a paz…
E voltar tudo ao que era
Olhe então por estes soldados ó nobre e belo patriarca
Para que um dia possamos retornar Ao sonho em que sempre sonhei estar…
Então sonho com o que vale a pena sonhar.
E meu sonhos mais belos são feitos de pedaços de outros sonhos:
Céus Gregos, Torres Romanas, Um pôr do sol galego, E uma brisa doce do mar Tirreno.
E tudo o que perdi, Tudo o que ganhei, Poderia então fazer algum sentido.
Se de fato tudo enfim se acalmasse e pudesse pensar com toda clareza da bondade.
Salve minha alma ó nobre e belo patriarca, Para que um dia eu possa retornar Ao sonho em que sempre sonhei estar.
Eu rezo por ela, que reza por mim, Para que eu possa retornar vivo e são.
Para podermos terminar essa história; Seja qual for o fim que ela escolher…
E rezo também pelas crianças que ainda nem vi nascer… Pequenos pedaços da história por vir, Por enquanto ainda uma imaginação, Mas que já ganharam meu coração para sempre.
Salve então este mundo ó nobre e belo patriarca.
Para que um dia não seja preciso sonhar em retornar Ao sonho em que sempre se sonhou estar…


