De quando não se vê o tempo passar…

Existem momentos em que os olhos abrem e fecham como cortinas do tempo. Não estou falando exatamente de um piscar de olhos, mas do momento em que “abrimos os olhos” e nos damos conta das coisas ao nosso redor.

Das Mudanças,

Do que nunca mudou,

Do que não queríamos aceitar,

da poesia que teima em ainda circundar esse mundo chato frio e vazio,

Das vírgulas que teimam em nunca terminar a frase…

E como a frase nunca termina, o tempo meio que para. Ou teria ele nunca andado já a muito… tempo?

Tempo tempo mano velho falta um tanto ainda eu sei. Pra você correr macio…

E fica uma impressão diferente, como se tivesse os olhos fechados a algum tempo, e só reaberto agora. Não vi correrem as horas, os dias, anos… E de repente tudo era como antes. A escrita fluia, a imaginação voltava a agitar, como nos velhos… (ah essa palavra de novo…) Tempos.

Foram esses, os últimos dias em que com os olhos abertos por demais, pensei, escrevi e disse o que deveria ter pensado, escrito e dito muito antes. Quando talvez tivesse algum sentido ter feito tudo isso…

Mas ele, (sim ele) o tempo, passou. E eu estava de olhos fechados.

Leave a Reply

Flickr
Tortora-CS

Fogueira

Porto das Dunas

More Photos